Versão japonesa de “Ghost” em produção

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Ghost, com Swayze e Moore

A Paramount Pictures está fazendo uma versão japonesa do filme “Ghost”, tornando-se o mais recente estúdio de Hollywood a lançar uma produção em língua-local e se arriscar nas bilheterias japonesas.

O estúdio também está começando a dublar outros filmes americanos, como “Shutter Island” (A Ilha do Medo, na versão em português), em japonês para atrair o público jovem do arquipélago, um passo incomum em um país onde a maioria dos filmes estrangeiros, além dos filmes infantis, é exibida com legendas.

Os estúdios de Hollywood estão cada vez mais de olho no potencial da produção em língua-local, em especial no mercado de 2 bilhões de  dólares japonês, onde outrora dominantes, os filmes norte-americanos foram desbancados por produções locais nos últimos quatro anos.

A Warner Bros já é um estúdio habituado ao esquema de língua-local que tanto agrada aos japoneses e, recentemente, graças a essa estratégia, viu o seu filme de animação “Gintama”  no top 10 das bilheterias japonesas há cinco semanas. Já a Fox International Productions está planejando um remake japonês do clássico “Um amor para recordar”.

“Se a essência da história agrada aos japoneses, devemos utiliza-la para atrais novos públicos”, diz o diretor da Paramount no Japão Hisamichi Kinomoto. 

“Ghost” foi um grande sucesso em 1990 com o seu conto universal de um amor que não conhece fronteiras. Patric Swayze interpretava um homem assassinado, que deve alertar sua amada esposa (Demi Moore) que ela está em perigo. 

O novo casal "Ghost"

O novo “Ghost”, está programado para lançamento no Japão no próximo Outono. Irão estrelar a produção a atriz japonesa Nanako Matsushima (“The Ring”) no papel de Moore e o sul-coreano Seung Song Heon (dorama “East of Eden”) no lugar de Swayze.

Hollywood monopolizou as bilheterias japonesas durante duas décadas consecutivas até meados dos anos 2000, mas desde então tem lutado para competir com a mudança de gosto do público a favor dos filmes locais, sobretudo os baseados nos familiares mangás e animês, a despeito da grande quantidade de lançamentos de filmes americanos, sobretudo sobre super-heróis.

Os filmes importados representaram 43% do arrecadamento das bilheterias japonesas ano passado, muito longe do pico de 73% atingidos em 2002, de acordo com a Motion Pictures Producers Association of Japan (MPAAJ).

Kinomoto disse que outra razão para o declínio pode ser uma aversão à legenda entre a geração mais jovem, que cresceu assistindo a filmes dublados em DVDs e na TV.

Fonte: Telegraph

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