Eroguro

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Ero Guro Nansensu, mais conhecido como Eroguro, é um termo utilizado para descrever um movimento artistico e literário que começou entre as décadas de 20 e 30, no Japão.

O eroguro tem em foco o erotismo, a corrupção e decadência sexual, apelando para cenas e imagens que, frequentemente, seriam consideradas chocantes e exageradas pela maioria da população.

Interpretado de modo bastante errôneo, o eroguro não necessita de pornografia ou sangue para ser considerado eroguro, mas, de certa forma, são temas bastante recorrentes no estilo.

PANORAMA HISTÓRICO

O eroguro, caracterizado como “um fenônomeno cultural burguês, pré-guerra, devotado à exploração do louco, bizarro e do ridículo” começou durante a era Taishou do Japão, conhecida por movimentos liberais e marcadas por problemas sócio-econômicos.
Marcada pela fraca saúde do imperador e por certa influência da era anterior, a Meiji, a Taishou foi a era na qual ocorreu a Primeira Guerra Mundial e a “ocupação” japonesa em território chinês, fato que tornou a relação entre os dois países “fraca”.

Apesar de ter sua consolidação nesse período, artistas como Yoshitoshi, que produziam arte erótica (shunga), produziam também, nos meados de 1860, certas imagens que demonstravam cenas violentas da história japonesa. Artistas como Utagawa Kuniyoshi, artista de Ukiyo-e, também utilizava temas similares, representando bondage, estupros e crucificação erótica.

O “Incidente de Sada Abe”, em 1936,onde uma mulher afixiou e castrou o amante, foi um dos fatos que se tornou um dos maiores representantes do gênero até sua supressão na época da Segunda Guerra Mundial.
Depois desse período o estilo voltou com força, principalmente na música e nos mangás, fortemente influenciado pelas atrocidades cometidas pela Unidade 731 do exército imperial japonês.

Outro fato que marcou fortemente o estilo foi o sequestro de Junko Furuda, nos anos 90.
Sabendo disso é visível que o eroguro se apropria dos fatos mais bizarros, improváveis e sanguinários que a sociedade japonesa já enfrentou.

EROGURO NA CULTURA POP

O Eroguro se tornou um elemento em filmes de terror japoneses e os chamados de pinku eiga (filme pink) de 1960 e 1970.
Muitos mangás atuais famosos têm traços de Eroguro. Gantz, Battle Royale, Koroshiya Ichi, Jack Frost são exemplos.
Mangakás como Suehiro Maruo, Shintaro Kago, Jun Hayami, Toshio Maeda, Henmaru Machino procuram sempre explorar o tema em seus mangás.

Na música, o eroguro começou por um “desentendimento”.
Fãs ocidentais de bandas mais críticas e ácidas, como Cali Gari e MUCC, começaram a utilizar o termo como uma descrição do “gênero” em que a banda se encaixava e logo ele foi apropriado, criando, assim, o Eroguro-kei.

Como não existem fotos de eroguro que se possam postar aqui, deixo com vocês um clipe que pode mostrar como o estilo se encaixou na música.

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8 Respostas to “Eroguro”

  1. Samambaia Says:

    curti o post =D
    ah, tem um errinho de digitação segundo parágrafo “popução”….

    Parabéns pelo blog ^^

  2. Mestre Yoda Says:

    Me senti chocado e ofendido com essa imagem bizarra, meu Deus!A mulher que castratou o amante então, parece cena de filme de terror…

    Agora onde está o erotimos da imgem acima?Não consigo ver…

    • bayushki Says:

      Bom saber que não aprendeu ler, Mestre Yoda 😀
      Me deixa bastante feliz!

      • Mestre Yoda Says:

        Eu ein, :-0
        Cada maluco(a) com sua mania.

        • bayushki Says:

          Só comentei isso porque você se recusou a ler o parágrafo onde eu comento que a pornografia não é necessária.
          O eroguro, apesar de ter “erotic” no nome, não se refere ao erótico, mas sim ao pornográfico, que já deixou de ser necessário.

          Se você se esforçasse um pouco para entender, ao invez de ser grosso(a )

  3. synthzoid Says:

    bom post! vale lembrar que o caso de Junko Furuda teve uma “adaptação” pelo mangaká Waita Uziga, que por sinal, é um dos melhores representantes do gênero.

    • bayushki Says:

      Synthzoid eu esqueci do nome do mangaká e do mangá e acabei esquecendo de procurar pra colocar no fim D:
      Mas realmente o mangá é muito bom, as histórias depois da “adaptação” são aindas melhores!!!

      Obrigada por me lembrar!!!

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