Grupo de franceses quer retirada de obras de artista japonês do palácio de Versailles

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Takashi Murakami

Um grupo de franceses  está tentando, por vias judiciais, a retirada das obras do artista japonês Takashi Murakami do Palácio de Versailles, local em que o trabalhos estão expostos para o público desde setembro. Entre os cidadãos que tentam impedir a exposição está um dos descendentes do rei Luís XIV, responsável pela construção do palácio, o príncipe francês Sixte-Henri de Bourbon-Parme.

Os argumentos utilizados pelo príncipe e pelo grupo de 7 cidadãos, representantes do povo francês, é que a ação judicial perpetrada tem como objetivo defender o respeito pelo palácio e pelos antigos ocupantes – os nobres franceses que viveram no local – e garantir o direito de acesso ao patrimônio cultural. Segundo o grupo, a intenção não é ficar contra a arte moderna, mas impedir que a cultura francesa seja deturpada com trabalhos que tentam se beneficiar do valor histórico e cultural do palácio.

O príncipe francês já tentou impedir, em 2008, uma exposição organizada por seu sobrinho Charles Emmanuel para o artista americano Jeff Koons. Na época, Sixte-Henri alegou que a exposição desonrava o passado da sua família. Ele não conseguiu impedir o prosseguimento e ainda teve de ver outras exposições dentro do palácio.

As obras de Takashi Murakami, 48 anos, são conhecidas por fazer referências à cultura pop japonesa e à estética visual dos mangás. Sua exposição na França estará aberta até o dia 12 de dezembro.

Fonte: Google News

 

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2 Respostas to “Grupo de franceses quer retirada de obras de artista japonês do palácio de Versailles”

  1. Marcel Says:

    Bem, pelo que estou entendendo da matéria o que incomoda o príncipe e aqueles que o apoiam é o próprio USO do palácio em si como “mero” local de exposição de arte quando a própria visitação ao palácio é digna de se considerar um evento para o povo e turistas.

    Se a exposição é de Murakami, Koons ou qualquer outro artista é aos olhos dele secundário ante o fato do palácio ser tratado como “apenas o local da exposição”.

    É um ponto de vista interessante, embora eu não concorde de todo.

  2. Bayushki Says:

    Sério, esse príncipe quer manter a pose de algo que não existe mais.
    Primeiro, me recuso a dizer que seja realmente um príncipe e, segundo, acho ridículo esse enaltecimento que ele força ao Palácio.

    Lindo? Com certeza.
    Histórico? Sem menor dúvida.

    Mas ele é O QUE além de um símbolo? Não tem porque ele querer manter a “honra” de algo que não existe mais.
    Ele quer se montar numa honra de séculos atrás que os próprios franceses repudiaram e trataram de por um fim D:

    E, desculpa, mas se franceses tivessem a MÍNIMA preocupação em manter a “honra” dos nobres franceses, não teriam começado com a Revolução Francesa e guilhotinado uma penca.

    Digo, IMPOSSÍVEL alguém entrar no Palácio e só olhar as obras do tio japa aí (eu mesma nem notaria).
    Acho que é só uma tentativa falha de achar que ainda aquilo é dele e, tudo o que ele não goste, não deve entrar.

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